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Brasileiro precisa trabalhar 7 dias para pagar a CPMF

Por Liza Mirella
Publicado na seção de 'Economia' do jornal 'Bom Dia' de 13 de agosto de 2007


Estudo mostra impacto do imposto; sociedade quer fim da cobrança

Cada brasileiro trabalha, em média, sete dias para pagar a CPMF. O dado faz parte de estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário.

Os dados demonstram que, em 1993, quando a CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Provisória) foi criada, cada brasileiro desembolsou R$ 31,85. No ano passado, o valor subiu para R$ 171,76, 439,2% a mais.

O estudo reforça o descontentamento da sociedade com o plano do governo de prorrogar o imposto, que será votado no final do ano.

Em Rio Preto, segmentos econômicos e políticos se mobilizam por meio de reuniões e atos para acabar com o imposto. A Câmara prepara abaixo-assinado para enviar a deputados. Para Liszt Abdala, da Fiesp, os prejuízos são muitos. “O mais importante é deixar claro que todos pagam. É injusta.”

A CPMF foi criada em 1996 para ser aplicada na saúde. A alíquota era de 0,2%. Hoje, de 0,38%.

Segundo o presidente do Instituto, Gilberto Luiz do Amaral, o imposto tem efeito perverso já que incide na fonte e retira poder de compra dos salários, ao mesmo tempo em que eleva preço de mercadorias e serviços.

Dados da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) revelam que a incidência da CPMF para quem recebe até dois salários mínimos é de 1,8%. Para quem recebe acima de 20, 1,2%. “Quanto menor a faixa de renda maior é o peso do tributo”, afirma o economista Olavo de Fernandes. Ele defende a redução gradativa do imposto.







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